deus Khnum

KHNUM 
Deus primordial que criou
todos os seres. Deus da
fecundidade. Aquele que
provoca as inundações

Locais de Culto:
*Filas
*Elefantina
*Kom Ombo
*Gébel Silsileh
*Edfu
*Esna
*Tebas
*Dendera
*Hermópolis Magna

Formas:
– Humana: Homem com cabeça de carneiro
– Animal: Carneiro, por vezes com 4 cabeças,
crocodilo com cabeça de carneiro, serpente.

Atributos: Torno de Oleiro

Elementos: água, terra

Cores: Preto, marrom avermelhado

Relações: 
– Mulher: Satet, Anuket
– Filhos: Anuket, Heka

Khnum (Chnum, Knum, ou Khnemu) era um deus da mitologia egípcia. Era representado como um homem com cabeça de carneiro, por vezes tendo uma jarra ou coroa dupla sobre os cornos. O seu nome significa “o modelador”.
É um deus com origens antigas, que possivelmente remontam à época pré-dinástica. Do ponto de vista geográfico, encontrava-se ligado à zona sul do Egipto e à Núbia.
Este deus representava os aspectos criativos; acreditava-se que Khnum regulava as águas do Nilo, das quais os egípcios dependiam para a sua sobrevivência. A vida no Antigo Egipto estava regulada pelas inundações anuais do Nilo que traziam uma argila que fertilizava os campos e assim permitia a prática agrícola.
Estava também ligado à criação dos seres humanos. No seu torno formava não só a carne dos humanos, mas também o seu “ka” (alma). Por esta razão, era também representado no acto da criação dos novos seres. No seu torno também criou o ovo do qual saiu, que por sua vez gerou os outros deuses.
Em Elefantina Khnum formava uma tríade (agrupamento de três deuses) com as deusas Satis e Anuket. Na cidade de Esna formava uma tríade com Satis e Neit.
Uma tradição afirma que o rei Djoser estava preocupado com uma fome de sete anos que se tinha abatido sobre o Egipto. O rei compreende que esta situação esta associada ao facto de Khnum não permitir a circulação das águas do Nilo, que prende com as suas sandálias. O rei decide então realizar oferendas à divindade, que surge num sonho a pedir que continue a honrá-lo convenientemente. Esta história encontra-se gravada num estela da época ptolomeica, conhecida como a “estela da fome” e é provável que tenha pouco valor histórico, dado longo período de tempo que decorre entre Djoser e a era ptolomeica. Ele também era conhecido como uma das personalidades de Rá o pôr do sol/anoitecer, era nessa forma que o Deus do Sol iniciava sua jornada pelo Duat.
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